sexta-feira, 25 de março de 2011

O Tombo de 1542


A importância do Tombo de Balasar de 1542 – “Tombo de Santa Obaya de Balasar e Gondifellos e Sam Salvador de Grisufe, enexa” – para a história da freguesia sobreleva a das Inquirições e das Memórias Paroquiais.
A elaboração deste tombo foi promovida pelo abade Manuel Gonçalves, o homem que está na origem da quinta que um dia iria ser de D. Benta: sentia-se lesado nos seus interesses económicos, que não eram pequenos. De facto, ele era “abade” não só de Balasar e sua anexa Gresufes, mas ainda de Gondifelos e certamente S. Marinha de Vicente.
A quem não está habituado à leitura da sua antiga escrita, ela oferece muitas dificuldades de interpretação. É por isso de esperar que nalguns casos das transcrições que fazemos tenhamos errado.


Conteúdos do documento (só os relativos a Balasar):

Título do Casal da Igreja de Santa Ovaia de Balasar
Título do Casal do assento de S. Salvador de Gresufe, anexa de Balasar
Título do Casal de Vila Pouca
Título do Casal de Além em que vive Domingos Martins e Pêro Fernandes
Título do Casal das Corujas sito na freguesia de Santa Marinha de Vicente, em que mora João Martins Pêro Galego: pagava foro a S. Salvador de Gresufes
Título da demarcação de Balasar e São Salvador de Gresufe, sua anexa

Embora o Tombo da Comenda de Balasar de 1830-1832 não fale em títulos, aborda todos estes temas (e alguns mais). Mas não há dependência do Tombo da Comenda de 1830-1832 para com o da freguesia, de 1542, o que permite entre eles um confronto esclarecedor.

Demarcação de Balasar e São Salvador de Gresufes, sua anexa
Entre Gondifelos e Balasar, parte pelo cume do monte à Pedra Negra, águas vertentes, sempre até ao monte de Agrava-Toiros, e dali direito, águas vertentes, à bouça da fonte de Agrava-Toiros, onde se há-de pôr um marco dentro da bouça que log o demarque, pouco mais ou menos abaixo do caminho onde está outra fonte que se chama de Agrava-Toiros; vai até ali (ilegível) entre uma igreja e a outra.
Entre Balasar e Vicente (S. Marinha de Vicente, hoje Gondifelos), vai pelo dito ribeiro da fonte de Agrava-Toiros até ao moinho de João de Braga e dali torna a entestar na bouça da Portela e torna contra São Paio e vai até ao caminho que vai para os casais de Além e vai pelo caminho até o monte de cima da Agra dos Fiães, águas vertentes, e dali pelo valo do Lenteiro, direito à Cruz das Searas de São Salvador, e dali torna direito à cangosta e pela cangosta até o rio e pela veia do rio até o porto das Bouças e do porto das Bouças ao marco que está em cima na mamoa e dali a um seixo branco que está dentro na bouça de Covilhã.
Entre São Veríssimo (S. Veríssimo de Pedrafita, hoje lugar de Cavalões) e Balasar, da Pedra Negra, sempre pelo cume do monte, águas vertentes, até ao Xisto.
Entre Vilarinho e Balasar, parte pelo cume do Xisto, vai até entre o Painho, pela cangosta do Caso, a monte Longo.
Entre Fradelos e Balasar, de monte Longo aos Seixos de Aguiar e dali, sempre pelo cume do monte, até Car valhosa.
Entre São Martinho do Outeiro e Balasar, da Carvalhosa à cangosta da mesma Carvalhosa e dali à fonte da Granja pegada com a bouça de Bastião Peres.
Desta fonte, parte entre Bagunte e Balasar: vai pela cangosta acima, ao monte, águas vertentes, às Ameixoeiras e dali vai até, águas vertentes, à cangosta de Vale de Flores, e fica de dentro da dizimaria de Balasar uma bouça que está no valo que cavou João Álvares Bragas.
Desta cangosta do Vale de Flores, parte entre Balasar e Arcos e vai sempre pelo ribeiro abaixo até às bouças do Reguengo e dali pelo valo da bouça, pelos valos, direito ao rio, até Aguaceiros e de Aguaceiros abaixo até ao rio, e ficam as bouças da Quintã de Grefonso de Balasar, e do rio vai para abaixo do Ruingela um pouco até à cangosta e pela cangosta à Pedra do Couto.
Entre Rates e Balasar, parte da Pedra do Couto ao marco que está acima do campo de Louças, que é um marco pequeno abaixo da mamoa.
Entre Macieira e Balasar, deste marco ao campo das Bouças e do campo das Bouças, pela estrada velha, ao marco que está à beira do seixo, o marco que se chama Pedra Curveira.
Entre Negreiros e Balasar, vai deste marco ao valo da Toureira da Covilhã e daí pelo valo às cangostas do Brito e pela cangosta sempre ao dito seixo que está dentro na bouça da Covilhã, e ali acaba.

A delimitação começa a ser feita a partir de onde se juntam Balasar, Negreiros e Gondifelos e segue a direcção sul, poente, norte, nascente, ao contrário do que acontece com o da Comenda, que começa em monte de Lobos e segue para nascente, depois para norte, de seguida para poente e finalmente para sul.
Ainda eram autónomas as freguesias de S. Marinha de Vicente (hoje de Gondifelos) e S. Veríssimo de Pedrafita (hoje lugar de Cavalões) e por isso faz-se a delimitação com elas; monte de Lobos não é mencionado; na delimitação com Bagunte, fala-se do Vale de Flores, mas não da ermida da Senhora das Neves; a Rates ainda não se chama comenda, mas couto.
É mencionada a Pedra Curveira de que falavam as Inquirições: fica no ponto onde confrontam Balasar, Negreiros e Macieira. São referidas duas mamoas, uma próxima de onde limitam Balasar, Macieira e Rates, a outra no limite de Balasar com S. Marinha de Vicente, pouco antes de começar a delimitação com S. Veríssimo de Pedrafita, isto é, muito perto de Penices. Conhecem-se dois marcos chamados Pedra Negra, mas à antiga Pedra Negra de entre Rates, Balasar e Arcos chama-se Pedra do Couto.
A delimitação com o Outeiro Maior pode estar errada.


Os casais da Igreja

Havia vários casais – várias casas de lavoura – que pagavam renda ao pároco de Balasar: um na área da antiga Balasar, três em Gresufes e um em S. Marinha de Vicente. A posse destes casais deve ter resultado de doações feitas na altura da criação das paróquias. Afora isso, toda a gente lhe pagava o dízimo.
No tombo não se fala de emprazamentos; isso deve significar que as pessoas que os trabalhavam teriam um estatuto semelhante ao dos caseiros de há ainda décadas atrás. Os futuros emprazamentos dar-lhes-iam um direito que redundou quase em posse.
Nestes casais são caso à parte os dois dos assentos das igrejas de Balasar e Gresufes.

Casal da Igreja de “Santa Ovaya de Balasar”
Primeiramente, uma casa sobradada que tem uma sala e duas câmaras e uma cozinha, todas telhadas.
Outra casa telhada que serve de câmara.
Pegado com o cabido da dita igreja, quatro casas térreas telhadas e uma delas colmaça.
Uma casa colmaça em que vive o caseiro.
Um eido com duas cortes.
Mais duas cortes de gado colmaças
Um pombal pegado com as casas.
Um tapado que levará um quarto de semeadura, que serve de colmeias.
Uma eira pegada com o adro e abaixo da eira um cortelho tapado sobre si que levará de semeadura um alqueire e meio.
Da parte do mar, um campo tapado e valado sobre si; leva de semeadura nove alqueires.
Um pedaço de uma devesa, tapado e valado sobre si, e pegado com ele, de contra a terra, um pomar que levará de semeadura dois alqueires.
Um campo que se chama a Seara, tapado e valado sobre si; leva de semeadura nove alqueires; não tem confrontações porque todo é da igreja.
Um campo que se chama da Rigada, tapado com valado sobre si; leva de semeadura seis alqueires; parte da parte da terra com caminho do porto de Escariz e do norte com rio Este e do vendaval com mato e do mar com Searas.
Um campo que se chama do Pombal, todo tapado e valado sobre si, que leva de semeadura cinco alqueires, com mato, que não dará pão; parte da terra com monte e do norte com caminho e do mar com Searas e do vendaval com cangosta da bouça da Pateira.
Pegado com este campo, outro campo tapado e valado sobre si; levará de semeadura oito alqueires e parte do norte com caminho e das outras confrontações com terra da igreja.
Um campo pegado com este, que é terra de água; levará de semeadura sete alqueires; parte do vendaval com a bouça da Pateira e com Santa Vaia de Rio Covo.
Por contra o mar, dois campos, um levará de semeadura quatro alqueires e outro quinze; estão tapados e valados sobre si e partem da parte da terra com Searas e de todas as outras partes com monte e saída do casal.
Uma azenha com seu moinho alveiro.
Uma boucinha que se chama da Porta, ruim terra; levará de semeadura três alqueires; parte de vendaval com azenha e monte e do mar com o caminho do porto e do norte com o rio e assim da terra.
Um campo que se chama de Além do Rio, todo tapado e valado sobre si; tem a terça parte de monte, que não dá pão; levará de semeadura cinquenta alqueires; parte do mar com caminho e assim do norte e da terra com reguengo do Duque e vai ter ao porto de Escariz e do vendaval com o rio Este.
Na agra outra leira, que se chama do Casil do Faroleiro; uma leira que tem de largo dezasseus varas e de comprido noventa e cinco varas; levará de semeadura quatro alqueires; parte do norte com cangosta e do mar com Chavão, assim mesmo do vendaval, e da terra com o Duque.
Nesta mesma agra, uma leira que se chama de Revelhe; tem de longo cinquenta e quatro varas e de comprido sessenta e quatro varas; levará de semeadura cinco alqueires; parte do mar e vendaval com rio Este e da terra e norte com Chavão.
Na agra do Campo do Lavradio, no meio, uma leira; tem em largo três varas e de comprido noventa varas; parte por todas as confrontações com o Duque; levará de semeadura um alqueire de pão.
No campo do Costabe, no meio, uma leira que tem de largo três varas e de comprido cento e trinta e três varas; leva de semeadura um alqueire; parte do vendaval com o rio Este e de todas as outras confrontações todas com o Duque.
Na Agra da Vila, em puso, uma leira que tem a redor do rio que tem em largo dez varas e de comprido oitenta e sete varas; levará de semeadura um alqueire e meio e disseram que não sabiam se era tão larga da outra ao norte como da outra ao rio; parte da parte do mar com Chavão e Duque e do vendaval com o rio e das outras confrontações com o Duque.
Na bouça da Seara, na Agra do Fundo, uma leira; tem da parte do vendaval trinta varas e do norte dez varas de largo e de comprido cento e vinte; levará de semeadura dois alqueires; parte do vendaval com o rio Este e do norte e terra com o Duque.
A bouça da Pateira, acima da Valinha, contra o mar, toda tapada e valada sobre si; estava agora semeada; leva nove alqueires de semeadura.
Na Agra da Fonte, uma leira que leva dois alqueires de semeadura; parte do vendaval com cangosta e do mar com o Duque e do norte com a eira e da terra com pardieiros; tem de contra o mar vinte varas e da terra onze varas e de comprido cinquenta e quatro varas.


Tratando-se aqui da apegação e demarcação do Casal da Igreja, onde ficava a igreja? Onde se localizavam as propriedades?
Este casal, que deve corresponder hoje à Casa Murado, que fica próxima do Cemitério, sofreu, primeiro, a desvinculação das terras da futura Quinta de D. Benta, com certeza em tempo do Pe. Manuel Gonçalves, e, mais tarde, ignoramos em que data, foi vendido, como se informa em 1830. Mas a casa de origem, que era colmaça, ficava contígua à residência paroquial.
Pelos confrontantes do norte do rio, vemos que havia por ali várias terras reguengas (então do Duque de Bragança), terras de Santa Vaia de Rio Covo e de Chavão.

Assento de S. Salvador de Gresufes, anexa de Balasar
Uma casa pegada com a eira, em que vive Pêro Gonçalves, colmaça.
Outra casa da adega, outrossim colmaça, em que o dito Pêro Gonçalves soía a viver e pegada com ela outra casa de celeiro, colmaça.
Quatro eidos de gado, colmaços.
Pegado com a eira, uma casa colmaça, que serve de lagar.
E pegado com casas de celeiro, uma latada de arredor com quatro ou cinco macieiras e levará um homem de cava.
Pegado com esta latada, um cortelho; levará de semeadura meio alqueire; parte do norte com caminho e da terra com latadas e saída do casal e do mar com Searas e do vendaval com a dita latada.
De contra a acima dita latada, um bacelo com algumas árvores e carvalhos; levará dois homens de cava; parte do norte com caminho e da terra com a eira de Domingos Martins e do vendaval e mar com terra de mesmo casal.
Uma eira em um campo todo tapado e valado sobre si e tem passante de sessenta carvalhos; dentro levará de semeadura quinze alqueires; parte da parte da terra com leiras das Searas e terra de Santa Vaia de Rio Covo e do norte com casas e bacelo e do mar com Searas e com a Agra dos Valacos e do vendaval com terra de Santa Vaia de Rio Covo.
O campo da Seara, todo tapado e valado sobre si, tem de comprido cento e dezoito varas e de largo sessenta e uma varas; levará de semeadura dezoito alqueires; e parte do norte com caminho que vai para o porto dos Fiães e do mar com leira de Vila Pouca e da terra com Agra dos Fiães e do vendaval com devesa de São Salvador[1].
Pegado com São Salvador, um campo todo tapado e valado sobre si: parte da parte do mar com a igreja e cortelho da mesma igreja e do norte com caminho e da terra com campo da Eira e do vendaval com Landim; tem de comprido setenta e oiro varas e de largo setenta varas; levará de semeadura dez alqueires.
Pegado com a mesma igreja, um cortelho tapado e valado sobre si; tem de comprido sessenta e sete varas e de largo vinte e sete varas; leva de semeadura três alqueires e meio e parte da terra com Searas e do norte com caminho e do mar com ribeiro de Oucela e do vendaval com o valo do moinho e terra de Landim.
O cortelho que se chama da Searinha, todo tapado e valado sobre si; tem de comprido noventa e cinco varas e de largo trinta e cinco varas; leva de semeadura dois alqueires e meio; parte do vendaval com caminho da igreja e do mar com ribeiro da Oucela e da terra com a Vinha da Seara e do norte com Vinha do Abade.
Um cortelho de vinha; leva um homem de cava e parte da parte da terra com Vinha do Bacelo do casal de Além e do mar com o cortelho da Searinha e do vendaval com o caminho e do norte com Vinha do Abade.
Um campinho que se chama que se chama de Cabidas, todo tapado e valado sobre si; leva de semeadura três alqueires; tem de comprido cinquenta e sete varas e de largo vinte e nove varas; parte do mar com caminho que vai para Gresufe e do vendaval com terra de Santa Vaia e da terra com o pevidal do casal de Além e do norte com Landim.
Uma bouça que se chama de Cima de Agrelos, tapada e valada sobre si; jaz de monte; levará de semeadura oito alqueires; parte do norte com Santa Vaia de Rio Covo e Landim e Farelães (Fralães) e do mar com o monte de Sob-Agrelos e do vendaval com bouça da Fonte de Pegas e da terra com valo de Vila Pouca.
Disse Pêro Gonçalves, caseiro de São Salvador, que dentro no campo da Costeira, de contra o vendaval, estava um pedaço de campo e que não sabia por onde ia e que lhe parecia a ele e aos homens bons que em baixo estão declarados que ia por um cômoro em que estão dois carvalhos, os quais parece que estavam no valo e assim vai em redor por a terra até dar no valo da Silveira e porém que se remetiam ao tombo de Santa Vaia.
A bouça da Devesa, toda tapada e valada sobre si, tem de largo setenta e duas varas e de comprido setenta e oito varas; levará de semeadura doze alqueires, pouco mais ou menos, a qual bouça é a metade de Santa Vaia de Rio Covo e a outra metade das Searas de São Salvador e partem a vara assim: numa parte como na outra pela qual bouça está serventia dos de Gresufe. E a dita bouça da Devesa parte do norte com a dita bouça e do mar com Searas e do vendaval com Santa Vaia e da terra com bouças do Sotoso (?) do casal de Além.
Na saída dos casais de Além e contra São Paio, uma bouça, terra muito ruim, tapada e valada sobre si; parte do vendaval com caminho e do mar e do norte com Lenteiro e de contra o mar disse Pêro Gonçalves que fora já de Rigança, com o abade velho, e que deram a Landim dentro nesta bouça quanto levará um quarto de linhaça de semeadura; e da terra parte com o monte.
A bouça da Gravateira, tapada e valada sobre si, tem no meio um valo velho e de uma parte e da outra foi monte e o mais um campo que leva duas valas (?); terra muito ruim; levará de semeadura doze alqueires.
A bouça da Portela que foi tomada por o casal que estava por valo velho. Dizem que não sabem se a tomou a igreja; foi tomada há quinze anos e mais; se não for da igreja, amostrando se de outra parte, demandará sua justiça.
Uma Seara da Vinha, que estava a metade de campo, que traz o abade; levará de semeadura dez alqueires e tem uma devesa a qual anda em três, que agora traz o abade um terço e o casal de Além outro terço e o casal de Vila Pouca outro terço; parte do mar com o ribeiro de Oucela e do vendaval com cortelho das Searas e Vinha e campo da Eira de Além e da terra com campo de Além e do norte com Searas e campo da Seara.
Um pevidal que traz Pêro Álvares, caseiro de Balasar; levará um homem de cava; todo tapado sobre si; parte de todas as partes porque está cercado com o ribeiro de Oucela.

Se se conseguisse localizar este “assento de S. Salvador de Gresufes”, ficaria localizada a mesma igreja. A que casa de Gresufes corresponderia este casal? Seria a da Torre? Não fica claro: as propriedades demarcadas por referência à igreja são-no de modo pouco esclarecedor para a localização.
A paróquia de Gresufes proporcionava ao pároco um rendimento talvez maior que a de Balasar.
Os campos e as bouças distribuem-se por Gresufes, por Além, por Agrelos e até há uma na Gravateira, em S. Veríssimo (Cavalões).
Fica-se a saber que Fralães (Farelães) ainda possuía ali propriedades.
Ainda não se fala de comendas.
O ribeiro que em 1830 há-de ser de S. Salvador era então de Oucela.
As casas eram ainda colmaças. As propriedades estavam cuidadosamente delimitadas por valos, que deviam ser valados.


[1] A medição deste campo, em 1830, foi feita nestes termos:
Item, o Campo da Seara, que é lavradio, com videiras, circundado sobre si, e tem de comprido, do norte ao sul pelo lado do nascente, cento e cinquenta varas e meia; pelo poente tem cento e trinta varas; e de largo, pelo nascente, tem sessenta varas; e pelo sul tem oitenta e nove varas. Parte do nascente com terras chamadas as Agras dos Feijões, foreiras ao Convento de Vairão e ao Convento de S. Bento das Freiras da cidade do Porto; do poente com Campo da Senra; do norte com caminho que vai para a ponte dos Fiães; e do sul com o talho da Devesa da Bouça de Baixo, que possui Manuel Francisco Malta.
Levará de semeadura quinze alqueires de centeio: possui-o o caseiro Manuel Francisco Malta.

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